Conciliar vassouras e panelas com livros e apostilas
Uma característica de muitos universitários é o fato de, ao entrar na faculdade, ter que morar longe de casa e do mimo dos pais. Essa é a sina da maioria dos jovens, principalmente dos do interior.
Uma pesquisa feita nas FIP revela que 53% dos jovens matriculados na instituição não são naturais de Patos, ou seja, são jovens que deixam toda uma vida pra trás para se aventurarem em busca de uma formação superior e de um futuro profissional. Jovens esses que vivem na constante oscilação da satisfação e do medo: satisfação em ter liberdade, em poder crescer, amadurecer; e medo do novo, do diferente.
A princípio pode parecer uma coisa maravilhosa, já pensou? Morar sem os pais por perto, poder fazer o que quiser quando quiser, sair e voltar quando quiser, arrumar a casa do seu jeito, dormir fora de casa, enfim, aparentemente são inúmeras as vantagens, porém, junto com toda essa independência surge também e, principalmente, as responsabilidades: acordar cedo sozinho, fazer a própria comida, cuidar da limpeza da casa, cuidar da administração, pagar as próprias contas... Estudar e morar longe de casa significa ter que conciliar vassouras e panelas com livros e apostilas!
Escolher qual curso prestar no vestibular e, conseqüentemente, qual carreira seguir, já não é tarefa muito fácil. São poucos os que fazem o curso que querem desde a infância.
Estudar longe de casa e morar sozinho pode ser algo não tão fácil, porque é você por você mesmo: ninguém pra atrapalhar, mas, ninguém pra ajudar também; ninguém fazendo barulho, mas ninguém para conversar. Além de ter que fazer tudo só, ainda tem a dificuldade da distância e o peso de ter que tomar todas as decisões. Entre a excitação do momento e o desafio de encarar o novo, depois que a euforia da mudança se acalma, a realidade bate à porta.
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