Abolição: Um resgate da cultura Nordestina e Princesense
A cultura é um forte agente de identificação pessoal e social, um modelo de comportamento que integra segmentos sociais e gerações, uma terapia efetiva que desperta os recursos internos do indivíduo e fomenta sua interação com o grupo e um fator essencial na promoção da saúde, na medida em que o indivíduo se realiza como pessoa e expande suas potencialidades. Daí a importância dos grupos de cultura para as cidades.
Instituição pública e de direito privado, o Grupo de Cultura Abolição, da cidade de Princesa Isabel, tem como principal objetivo resgatar e promover a cultura brasileira, mais precisamente a nordestina. O grupo foi criado no ano de 1975 por João Mandú Neto, com o intuito de preservar as manifestações culturais do município de Princesa Isabel, através da dança, do teatro, do artesanato, da música e de atividades sociais que visam educar e integrar a comunidade, propagando valores e artistas locais e tendo com principal fonte de inspiração, o folclore. A dança acabou se tornando o principal veículo condutor do grupo, devido à imensa paixão que os princesenses têm pela mesma. As principais danças apresentadas pelo “Abolição” são: Reisado Xaxado, Retumbão e Pastoril.
A palavra "abolição" significa acabar, fazer desaparecer, eliminar, extinguir, abolir. Certamente, o conjunto princesense é o paradoxo do que o nome possa sugerir, pois o grupo preserva a cultura, enaltece a arte e cria a cada passo uma identidade própria e ao mesmo tempo indissociável do folclore nordestino. O nome foi dado ao grupo a fim de homenagear a cidade de Princesa Isabel, na qual o grupo surgiu e que, por extensão, está integrada ao processo de libertação dos escravos no Brasil.
O grupo é devidamente documentado e possui Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) próprio e Alvará de Licença, concedidos pelo Ministério da Fazenda e Prefeitura de Princesa, respectivamente.
Por: Rafaela Araújo
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